Noite de sexta-feira, 03 de setembro de 2010, 21 horas e 15 minutos.
“Parado, com o notebook no colo, olhando para a tela, sem saber o que fazer...” É com esse meu tweet que inicio este texto.
Esta semana precisei ir até
Não estava a fim de dirigir até o centro da cidade, e resolvi ir de trem. Não hesitei pois, já eram 10 horas da manhã e o horário de
Dei sorte e sentei-me próximo a uma moça
Observei que a moça estava entretida com várias folhas escritas a mão, dentista, concluí após observar o conteúdo das páginas. Pelo grau de concentração ela teria prova naquele dia, e não sabia nada da matéria!
Deixei a garota em seu transe e observei as demais pessoas. Constatei que 5% estavam acompanhadas, e seguiam a viagem conversando. 5% era composta por pedintes ou vendedores ambulantes, mesmo sendo praticas proibidas nos trens da CPTM.
Sobraram 90%! 90% das pessoas viajavam sozinhas. 10% estavam lendo. 5% dormia, ou fingiam dormir para escapar dos pedintes. 15% ouviam musica.
Com isto, calculo que, se não errei as contas, aproximadamente 77% das pessoas que estavam no trem não faziam absolutamente nada durante a viagem. Algumas olhavam pelas janelas, contemplando as fábricas abandonadas. Mas a grande maioria seguia olhando para absolutamente nada.
Isso resume o que tem se tornado a vida da população de São Paulo. Patéticas, inertes. Divagando sobre o nada.
Isolados em plena multidão.
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