sábado, 25 de dezembro de 2010

Busca

Feliz Natal!



"Correndo o risco do fracasso, das decepções, das desilusões, mas nunca deixando de buscar o amor. Quem não desistir da busca, vencerá." (Paulo Coelho)

***

"É preciso buscar o amor onde estiver, mesmo que isso signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza. Porque ao momento em que partimos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro." (Paulo Coelho)



domingo, 19 de dezembro de 2010

Sonhos de um palhaço

 

Muitas pessoas me perguntam porquê eu gosto de escrever coisas tristes, coisas depressívas.
Alguém já parou para pensar que, talvés, seja porque eu sou uma pessoa muito feliz triste. Simples, não é?
NÃO, não é simples. Pelo fato de eu não ser uma pessoa triste, mas sim uma pessoa depressíva.
NÃO, não é simples ter uma família que me apoia, ter um filho maravilhoso, um carro, um lugar para morar, um emprego razoável, dinheiro na conta, e mesmo assim ficar triste 24 horas por dia.
NÃO, não é simples ter momentos ótimos com amigos, mas ter uma "alerta" constantemente indicando que aquele momento logo acabará e que em breve estarei novamente sozinho.
NÃO, não é fácil "forçar" gracinhas e piadinhas tentando ser agradável, tentando mostrar uma felicidade inexistente, chegando ao ridículo de ser o palhaço da turma, apena um Pierrot.
NÃO, não é fácil ver que todos acham que você brinca o tempo todo, e ninguém acredita quando o assunto é sério.


''Só quem conhece o verdadeiro sorriso..

sabe que nem todos os palhaços são felizes''


" Há coisa mais triste que um palhaço triste?

Aquele que faz sorrir e se vê a chorar
O ser mais feliz que existe
Sim, ele é capaz de amar
Das cambalhotas as piruetas
Roda, gira e faz encantar
O rosto triste é capaz de alegrar
Mas o coração do palhaço triste esta
Cobrindo a face com tinta e pancake

Alegres cores de vinis
O palhaço ainda está triste
A coisa mais triste que existe
Em seu ultimo ato em desespero
Encheu as mãos de tinta branca
Deixou a face mórbida e franca

Sem pensar mostrou se rosto verdadeiro
Um palhaço também ama
E tem sonhos comuns
Esse palhaço por te amar te chama
Queria ser pra você, não só mais um
A tinta no rosto o feriu
Pelas lágrimas que rolaram por amor
O amor que em silêncio o palhaço sentiu
A coisa mais pura triste que existe

È o amor que dentro do palhaço existe."

(Poema retirado de http://valentinnes.blogspot.com )






quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Bom Conselho

Bom Conselho
(Chico Buarque)

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade



Mude. Movimente-se. Aja.

Viva!!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Delírio


Noite de sexta-feira, 03 de setembro de 2010, 21 horas e 15 minutos.

“Parado, com o notebook no colo, olhando para a tela, sem saber o que fazer...” É com esse meu tweet que inicio este texto.

Esta semana precisei ir até um shopping chique uma rua de comercio popular aqui de São Paulo. Rua Santa Ifigênia, paraíso dos vendedores pilantras honestos e seus produtos originais falsos originais, bom, seus produtos.

Não estava a fim de dirigir até o centro da cidade, e resolvi ir de trem. Não hesitei pois, já eram 10 horas da manhã e o horário de morte rush já havia terminado. Como esperado, o trem estava vazio. Assim que entrei já pude sentar-me.

Dei sorte e sentei-me próximo a uma moça gostosa linda, que nem olhou para mim, mesmo após eu desejar-lhe bom dia e pedir licença para sentar ao seu lado.

Observei que a moça estava entretida com várias folhas escritas a mão, dentista, concluí após observar o conteúdo das páginas. Pelo grau de concentração ela teria prova naquele dia, e não sabia nada da matéria!

Deixei a garota em seu transe e observei as demais pessoas. Constatei que 5% estavam acompanhadas, e seguiam a viagem conversando. 5% era composta por pedintes ou vendedores ambulantes, mesmo sendo praticas proibidas nos trens da CPTM.

Sobraram 90%! 90% das pessoas viajavam sozinhas. 10% estavam lendo. 5% dormia, ou fingiam dormir para escapar dos pedintes. 15% ouviam musica.

Com isto, calculo que, se não errei as contas, aproximadamente 77% das pessoas que estavam no trem não faziam absolutamente nada durante a viagem. Algumas olhavam pelas janelas, contemplando as fábricas abandonadas. Mas a grande maioria seguia olhando para absolutamente nada.


Isso resume o que tem se tornado a vida da população de São Paulo. Patéticas, inertes. Divagando sobre o nada.


Isolados em plena multidão.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não vou chorar

Mudanças, mudanças e mudanças....

Bom, chegou a hora, né?



Vâmo que vâmo que o show não pode parar!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SOLIDÃO

SOLIDÃO
(Paulo Canavezi - 18/08/2010)

Nesta noite triste,
sinto-me sozinho,
não tenho o carinho,
não sinto a tua mão,
só a solidão
batendo na porta
e nada conforta
o meu coração.

Coração aflito,
pára e descansa,
devolve a esperança
de novo pra mim,
não fiques assim,
na dor que te invade
e mata a saudade
que não tem mais fim.

E durmo e sonho,
no sonho o desejo,
sorvendo o teu beijo,
sinto-me em teus braços
no mais terno abraço...
E quando desperto
estou num deserto,
nem ouço teus passos.

Estou tão sozinho
na noite sofrendo,
e o peito doendo,
doendo e sangrando,
amor implorando.
Amor e carinho.
Estou tão sozinho.
Meu Deus, até quando?

E a chuva lá fora
não pára... não passa...
bate na vidraça,
desperta meu ser.
"Querer é poder"
diz o refrão.
e o meu coração
só quer te querer.

Somente o silêncio
embala meu sono
e neste abandono
eu fico em meu leito,
meu sonho é desfeito,
então eu desperto,
tua foto eu aperto
de encontro ao meu peito.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Para Aquela Menina

Para Aquela Menina
(Paulo Canavezi - 16/08/2010)

Foi algo que não esperava acontecer:
Apaixonar-me por ti e teu jeito menina ser.
E agora passo o dia todo a pensar
Onde minha querida menina estará?

És como a estrela do céu.
És como água cristalina.
És como uma flor inocente,
És minha querida menina.

Longe de ti tudo é um caos.
Ao teu lado, a alegria me ilumina.
Como é bom estar contigo,
Minha querida menina!

Mas o destino não concordou
Em semear o meu amor que germina.
E não deixou que eu amasse
A minha querida menina.

Te respeito, então me afasto.
És mais um sonho que termina.
Preciso agora aprender a esquecer
A minha querida menina.


Ontem faz um ano que minha esposa faleceu. Foi um ano difícil. De mudanças e indefinições. Ainda não sei ao certo que rumo tomarei em minha vida. Aos poucos a dor está se tornando apenas saudade, e a vida deve seguir...

Em contrapartida o Fabrício, meu filho, deu hoje seus primeiros passos sozinho, cambaleante, mas foram vários!



"Vida Maldita"

"Vida Maldita"
 
(Paulo Canavezi - 23/11/2005)
 
Não entendo o rumo
dessa vida maldita,
e muito me irrita
ter que ficar mudo...

Não tenho ninguém para mim
e não há ninguém afim,
de acabar com tudo isso
acho que devo dar um "sumisso"...

Sinto um grande pesar
e um ódio demasiado,
quanto terei que penar ?
para enfim poder ser amado ?!

Queria viver um amor, não um amor eterno
uma paixão que seja !!!!!!!
alguém que minh'alma almeja
um amor terno...

Mas nem isso tenho direito
nem ao menos tenho o direito de sonhar,
caso fosse algum defeito
mas nem isso querem me falar...

E com tamanho desamor
chego a ter pena,
sonhando com um futuro amor
e quando posso escrevendo poema....

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Alma dos Diferentes

(Artur da Távola)

".. Ah, o diferente, esse ser especial!

    Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não
foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem
assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é
um ser sempre mais próximo da perfeição.

    O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos
sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente
medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente
que não vingou.

   Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os
entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo
 inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o
diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de  inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando
algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O
verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

  O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos
dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão,  se unem para transformar o
que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção
aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um
estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "

       O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba
incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram
( e se transformam)  nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora
onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre
sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito
rotiniza. Sofre onde os outros ganham.

   Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que
ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda
onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não
desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o
adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Ele
aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a
média é má porque é igual.

  Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas
erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão,
doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

  A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas
deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são
capazes.

     Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suporta-lo depois."