Voltando a escrever:
Quem Me Dera!!
(Paulo Canavezi - 09/08/2011)
Quem me dera eu era
aquela criança
que disse: "me balança"
E ao ouvir: "estou com a mão ocupada"
não ficou magoada
deu meia volta e foi brincar com o amigo
e ao ouvir: "você está de castigo"
também não guardou magoa, nem lamento.
Chorou! Mas só para passar o tempo
E depois do choro fingido
voltou sem lembrar do ocorrido
como se a vida recomeçasse
naquele momento
naquela descida do escorregador de cimento.
Quem me dera eu era
aquela da pachorra
que vendo a gangorra ocupada
ficou à espera
mas não ficou chateada.
Quem me dera eu era
aquela baguela
do zíper aberto
rindo dentro da piscina de areia do deserto.
Quem me dera eu era
esses sábios sem lábios
que de tão contentes
só vemos os dentes
quando os tem.
Quem me dera eu era
aquele do aranhão na testa
joelho pintado de metiolate em festa.
Quem me dera eu era
aquele no jardim
que pula de felicidade
por ter encontrado no mato
uma estranha cavidade
mexendo com um espanador
tendo apenas um casaco
como escudo protetor
Enfiando bambu do grande e do miúdo
até que o buraco tenha de tudo
menos tatu.
E com eterna paciência
repetir e repitir a mesma experiência.
Quem me dera eu era
aquela do canteiro de primaveras
a quem, enquanto o sol
comia o dia num arrebol,
brincava simplesmente
sem se dar conta que estava contente
brincava sem compromisso dever
a não ser com o fazer
e fazia de forma passageira
mas que durou a vida inteira.
Be Happy!!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Carta aberta para os amigos, conhecidos e desconhecidos
O que eu sou? O que eu faço para o mundo? Qual meu objetivo?
Não sei exatamente nenhuma resposta para essas perguntas. Ainda não sei, mas estou decidido a descobri-las.
Acho que esse é meu objetivo atual.
Para o mundo eu sei que sou um nada. Posso até ser um pouco importante para algumas pessoas, mas se eu morresse hoje, ninguém sentiria minha falta. Isto é bom, pois sei que ninguém sofreria por mim. Mas é péssimo, pois minha passagem por esta vida teria sido em vão.
Esse pode ser meu segundo objetivo. Nem quero ser lembrado, mas seria ótimo se lembrassem do que eu fiz.
A única resposta que passa por minha mente é: "Sou uma criança que cresceu e não viu o tempo passar." E infelizmente é a mais pura verdade. Me escondi de muitas coisas. Ocultei-me, omiti. Menti para mim mesmo e depois fugi. Fui apenas um espectador assistindo a própria vida passar. E mesmo tendo passado por muitas experiências, alegrias e tristezas. Mas a tristeza maior eu sinto agora, por perceber que podia ter aproveitado muito mais. Aprendido muito mais. Vivido muito mais!
Quero pedir perdão aos meus amigos caso algum dia eu tenha me omitido, me ausentado. Caso tenha deixado de fazer algo que seria importante para você. Ou, caso tenha feito algo que te magoou.
Peço desculpas aos conhecidos, caso tenha, em algum momento, me comportado como um chato.
Peço desculpas aos desconhecidos, mas o "Paulo", que descrevi aqui em cima, não existe mais, e você nunca o conhecerá!
Eu pensei já ter mudado. Mas apenas mudei a forma de fazer as mesmas coisas. Mas agora eu já sei que, apenas pensar e mudar, não gera resultados.
É preciso buscar ajuda. É preciso rever os acertos. É preciso aprender com os erros...
Acho que o primeiro passo eu já dei, que foi enxergar tudo isso.
Agora é só agir!
Assinar:
Postagens (Atom)