Mudanças, mudanças e mudanças....
Bom, chegou a hora, né?
Vâmo que vâmo que o show não pode parar!!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
SOLIDÃO
SOLIDÃO
(Paulo Canavezi - 18/08/2010)
Nesta noite triste,
sinto-me sozinho,
não tenho o carinho,
não sinto a tua mão,
só a solidão
batendo na porta
e nada conforta
o meu coração.
Coração aflito,
pára e descansa,
devolve a esperança
de novo pra mim,
não fiques assim,
na dor que te invade
e mata a saudade
que não tem mais fim.
E durmo e sonho,
no sonho o desejo,
sorvendo o teu beijo,
sinto-me em teus braços
no mais terno abraço...
E quando desperto
estou num deserto,
nem ouço teus passos.
Estou tão sozinho
na noite sofrendo,
e o peito doendo,
doendo e sangrando,
amor implorando.
Amor e carinho.
Estou tão sozinho.
Meu Deus, até quando?
E a chuva lá fora
não pára... não passa...
bate na vidraça,
desperta meu ser.
"Querer é poder"
diz o refrão.
e o meu coração
só quer te querer.
Somente o silêncio
embala meu sono
e neste abandono
eu fico em meu leito,
meu sonho é desfeito,
então eu desperto,
tua foto eu aperto
de encontro ao meu peito.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Para Aquela Menina
Para Aquela Menina
(Paulo Canavezi - 16/08/2010)
Foi algo que não esperava acontecer:
Apaixonar-me por ti e teu jeito menina ser.
E agora passo o dia todo a pensar
Onde minha querida menina estará?
És como a estrela do céu.
És como água cristalina.
És como uma flor inocente,
És minha querida menina.
Longe de ti tudo é um caos.
Ao teu lado, a alegria me ilumina.
Como é bom estar contigo,
Minha querida menina!
Mas o destino não concordou
Em semear o meu amor que germina.
E não deixou que eu amasse
A minha querida menina.
Te respeito, então me afasto.
És mais um sonho que termina.
Preciso agora aprender a esquecer
A minha querida menina.
Ontem faz um ano que minha esposa faleceu. Foi um ano difícil. De mudanças e indefinições. Ainda não sei ao certo que rumo tomarei em minha vida. Aos poucos a dor está se tornando apenas saudade, e a vida deve seguir...
Em contrapartida o Fabrício, meu filho, deu hoje seus primeiros passos sozinho, cambaleante, mas foram vários!
"Vida Maldita"
"Vida Maldita"
(Paulo Canavezi - 23/11/2005)
Não entendo o rumo
dessa vida maldita,
e muito me irrita
ter que ficar mudo...
Não tenho ninguém para mim
e não há ninguém afim,
de acabar com tudo isso
acho que devo dar um "sumisso"...
Sinto um grande pesar
e um ódio demasiado,
quanto terei que penar ?
para enfim poder ser amado ?!
Queria viver um amor, não um amor eterno
uma paixão que seja !!!!!!!
alguém que minh'alma almeja
um amor terno...
Mas nem isso tenho direito
nem ao menos tenho o direito de sonhar,
caso fosse algum defeito
mas nem isso querem me falar...
E com tamanho desamor
chego a ter pena,
sonhando com um futuro amor
e quando posso escrevendo poema....
(Paulo Canavezi - 23/11/2005)
Não entendo o rumo
dessa vida maldita,
e muito me irrita
ter que ficar mudo...
Não tenho ninguém para mim
e não há ninguém afim,
de acabar com tudo isso
acho que devo dar um "sumisso"...
Sinto um grande pesar
e um ódio demasiado,
quanto terei que penar ?
para enfim poder ser amado ?!
Queria viver um amor, não um amor eterno
uma paixão que seja !!!!!!!
alguém que minh'alma almeja
um amor terno...
Mas nem isso tenho direito
nem ao menos tenho o direito de sonhar,
caso fosse algum defeito
mas nem isso querem me falar...
E com tamanho desamor
chego a ter pena,
sonhando com um futuro amor
e quando posso escrevendo poema....
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A Alma dos Diferentes
(Artur da Távola)
".. Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não
foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem
assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é
um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos
sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente
medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente
que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os
entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo
inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o
diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando
algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O
verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos
dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o
que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção
aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um
estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba
incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram
( e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora
onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre
sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito
rotiniza. Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que
ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda
onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não
desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o
adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Ele
aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a
média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas
erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão,
doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas
deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são
capazes.
Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suporta-lo depois."
".. Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não
foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem
assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é
um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos
sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente
medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente
que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os
entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo
inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o
diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando
algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O
verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos
dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o
que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção
aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um
estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba
incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram
( e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora
onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre
sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito
rotiniza. Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que
ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda
onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não
desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o
adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Ele
aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a
média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas
erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão,
doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas
deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são
capazes.
Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suporta-lo depois."
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